domingo, 19 de abril de 2015

SERIA UM SOLUÇO... AO MÉDICO DAS ALMAS

ESTA NÃO É UMA POESIA...
SERIA UM SOLUÇO SE O CHORO SE PERMITISSE ESCREVER.
NÃO HÁ LUGAR PARA AS PALAVRAS  NO AFETO E NA DOR!
AO AMIGO, MÉDICO DAS ALMAS, QUE DECIDIU PARTIR SEM RECEITA NEM DIREÇÃO...
PELA DOR  SENTIDA E NÃO REPARTIDA  ANTES  QUE SE  CALASSE O ABRAÇO, ANTES QUE O GRITO PERGUNTASSE O DIA DO SIM...FIM?
QUE NÃO SE JULGUE A DOR POR TRÁS DO MANTO E NEM SE DIGA SEM DOR A DOR QUE SEGURA O PRANTO!
LÁGRIMAS CORREM  À BEIRA DO RIO...
QUE A PAZ, NA FORMA QUE SE PUDER MOSTRAR, MOLHE A ALMA DOS QUE FICARAM PARA ENTENDER, OU APENAS, TÃO SOMENTE APENAS: ACEITAR!

AO SEMPRE MÉDICO DAS ALMAS... ONDE QUER QUE TENHA APORTADO A SUA! 


FLORES SÓBRIAS

Sem alívio
veio a noite
em todas as noites
na mesma soleira...
flores soberbas
marcam a ponte
deserta fonte
vaga canseira...
aos pés da morte
plana a sorte
tranca de bote
...quaresmeira!
A noite não bate
falange de escape
afugenta a morte
no abraço de um forte
geme o grito
pedido  de corte...
flores na estrada
sóbrias feridas
sobem a escada
...sem corrimão!
Cala-se a alma
rente ao salto
suspiro...
roto asfalto
cadafalso tardio!
Ausente alívio
pedaços soltos
lágrimas lentas
molham o chão!

Ivane Laurete Perotti